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Lareiras Abertas |
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21-Fev-2009 |
| | São um local mais ou menos estético onde se queima lenha para produção de calor. Uma lareira deve ser dimensionada para que os fumos produzidos sejam de forma eficaz retirados para o exterior, sendo que uma determinada quantidade do calor conseguido pela combustão da lenha, fique retido no ambiente do local da instalação. O calor retido para o ambiente representa em média 15% da potência nominal da lenha. Isto é, 85% é calor desperdiçado. | | |
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Actualizado em ( 21-Fev-2009 )
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Recuperadores de Calor |
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21-Fev-2009 |
| | São equipamentos em norma fechados que face à sua concepção permitem que a potência calorífica da lenha seja substancialmente recuperada para o ambiente. Isto é, se numa lareira aberta recuperamos em média 15% para o ambiente, os recuperadores de calor recuperam, desde que bem instalados, percentagens que chegam aos 80%. Os recuperadores de calor são hoje obrigatóriamente testados segundo a norma E.N. 13229. Assim segundo esta norma, em que a carga de lenha para teste é de 3Kg, a potência sendo que é a da lenha, isto é 3Kg x 3500W sensivelmente, os recuperadores apresentam em média uma potência nominal de 11000W. Importante será ver o seu rendimento. Como foi dito, o rendimento dos recuperadores de calor, têm sempre a ver com a capacidade que os recuperadores têm de reter para o ambiente parte da potência calorífica que a lenha desenvolve. Assim se chega a uma classificação dos recuperadores de calor. Isto é, a título de exemplo: Dois recuperadores segundo a norma E.N. 13229 têm cada um a potência de 11000 W. Simplesmente, um pode ter o rendimento de 50% e o outro de cerca de 80%. Consequentemente, um recuperador obtem para o ambiente mais do que 50% do que o outro. Esta realidade deve ser objecto de análise na opção quando se trate de falar de recuperadores de calor. | |
| | Norma DIN EN 13229 A partir de 1 de Julho de 2007, todos os Recuperadores de Calor comercializados no espaço Europeu tem que estar de acordo com a Norma DIN EN 13229 e por via disso, serem classificados segundo o seu rendimento e emissões de gases para o ambiente. O alcance desta medida, exige que todos os fabricantes de recuperadores de calor apresentem os seus produtos para certificação, segundo a referida norma. É sabido que quanto mais eficiente um recuperador de calor é, menor consumo de lenha tem para a mesma produção calorifica e ainda menor emissão de CO, CO2 e O2 para a atmosfera. | | | | Classificação de Recuperadores de Calor
Categoria segundo a Eficiência/Rendimento
| | | | Categoria | Eficiência | | | | | Classe 1 | ≥ 70% | | | | | Classe 2 | > 60% < 70% | | | | | Classe 3 | ≥ 50% < 60% | | | | | Classe 4 | ≥ 30% < 50% |
Emissão de Gases CO emissão < 13% O2
| | | Classe 1 | ≤ 0,3 | | | | Classe 2 | > 0,3 ≤ 1
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| | | | Esta determinação virá ajudar a clarificar a qualidade dos recuperadores. Isto é, o comprador terá dados técnicos acrescidos e objectivos para a sua decisão, fazendo-o assente em resultados de entidades europeias idóneas que realizaram testes, segundo a Norma EN 13229, princípios identicos para todos os produtos independentemente do país onde se realizaram. Espera-se que acabem as potencias e rendimentos A La Carte. Achamos que se está no bom caminho quer pela clarificação, quer ainda pela exigencia que tal Norma vai induzir na melhoria global dos produtos fabricados. | | |
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Actualizado em ( 21-Fev-2009 )
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Salamandras |
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21-Fev-2009 |
| | As salamandras são equipamentos de recuperação de calor que permitem tal como os recuperadores de calor uma substancial capacidade de fornecer para o ambiente um elevado poder calorífico em relação à potência nominal da lenha queimada. A sua potência está assim em relação directa do poder calorífico da lenha (3500W/Kg). Segundo o rendimento obtemos classes de salamandras de categorias diversas. Assim há salamandras mais eficientes e outras nem tanto. A norma em vigor para Salamandras onde hoje todas terão que ser enquadradas é a E.N. 13240. No fundo as salamandras são no essencial recuperadores de calor. Simplesmente, o seu aspecto final é já definitivo não necessitando de elementos decorativos especiais. Há hoje salamandras de todos os tipos, desde as salamandras fixas, salamandras rotativas e mesmo suspensas. O design das salamandras é hoje de uma enorme actualidade sendo que se apresentam muitas vezes como verdadeiros elementos decorativos numa habitação. | | |
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Ar exterior ( Compensação ) |
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20-Fev-2009 |
| | A existência de uma lareira aberta ou com recuperador pressupõe uma extracção natural do ar para o exterior, criando em grande parte dos casos uma subpressão na habitação, que vem condicionar o bom funcionamento, por uma deficiente queima ou mesmo uma inversão do fluxo e consequente fumo no compartimento. Sempre que possível, deve ser prevista uma alimentação de ar do exterior ou de outro compartimento ventilado capaz de fazer a compensação do ar que continuadamente é consumido pelo fogão de sala ou recuperador de calor. Deve existir uma entrada de ar mínima, correspondente a ¼ da secção da conduta de fumos e um mínimo de 2 dm2, salvo indicações expressas do fabricante. | |
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Actualizado em ( 21-Fev-2009 )
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Informações sobre chaminés ( Telhado ) |
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20-Fev-2009 |
| | A chaminé, ao chegar ao exterior e no seu final, não poderá ter obstáculos num raio de 6/8 metros. Deve terminar a um nível de 50 cm acima de qualquer obstáculo, salvo em coberturas em terraço que deverá situar-se 1,20 m acima do ponto mais alto (muro por exemplo). O chapéu da chaminé deverá ter uma concepção não obstrutiva. Quer dizer, deve garantir que o ar que entrar por um dos lados possa rapidamente sair pelo outro e, por via disso, não pressionar o fluxo ascendente, antes pelo contrário, criar um efeito de sucção. Deverá ter aberturas “francas” para todos os lados. | | | | | |
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Actualizado em ( 11-Abr-2010 )
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Notas técnicas acerca de chaminés |
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20-Fev-2009 |
| | Antes de proceder à instalação de um recuperador há que verificar, antes de tudo, as condições da chaminé existente ou a construir. Uma chaminé tem que ser compatível com o recuperador a instalar. No entanto, há regras básicas a considerar: - A estanquidade da conduta e sua estabilidade geral
No caso de uma chaminé não compatível é necessário proceder à instalação de uma conduta normalizada e certificada para combustível lenha. Deve ter-se em atenção que a temperatura de fumos de um recuperador, ainda que possa variar com o seu grau de eficiência, poderá atingir os 400ºC ou mesmo mais, em aparelhos de concepção mais antiga. Uma tubagem em inox será sempre de considerar. Acerca do dimensionamento da conduta, há que ter em consideração que o próprio Regulamento Geral de Edificações Urbanas prevê uma conduta com área mínima de 400 cm2, seja para recuperador ou lareira aberta. No entanto, o seu dimensionamento tem que ver com o recuperador a utilizar, pois existem hoje no mercado recuperadores de maiores dimensões e consequentemente com necessidades de área de conduta acima dos 400 cm2. O dimensionamento de uma conduta (evacuação) tem que ver no essencial com a área de entrada de ar (admissão) e com a altura da mesma. Não entrando em pormenores de dimensionamento, cabe no entanto, afirmar que a dimensão da conduta de saída do recuperador deve ser mantida em toda a sua extensão, ainda que em chaminés com desnível superior a 7/8 metros seja por vezes aconselhável a utilização de um moderador de tiragem, por forma a evitar a combustão violenta (forja). A combustão excessiva não significa mais potência de aquecimento e nomeadamente nunca aumento de rendimento. No caso de um recuperador para funcionamento unicamente com porta fechada, a conduta de fumos poderá ter um mínimo de 153 mm de diâmetro hidráulico. Na generalidade dos recuperadores, que como é óbvio deverão ser instalados para funcionamento também com porta aberta, a conduta deve ter uma secção mínima correspondente a um diâmetro hidráulico de 200 mm.
Exemplo: Conduta de 20x20 estará bem. Uma conduta de 40x10 estará mal. Ainda que possuam ambas a mesma área. | |
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Actualizado em ( 11-Abr-2010 )
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Que madeira escolher? |
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20-Fev-2009 |
| | Todas as madeiras detêm, por kg líquido de massa, a mesma quantidade de energia calorífica. Há no entanto, que ter em atenção que cada tipo de madeira com o mesmo peso tem um volume diferente, visto a estrutura diferenciada das suas células.Para atear o fogo são especialmente indicadas as madeiras de mais baixa densidade (kg/m3 < 500). Para alimentação regular da chama são adequadas as madeiras com densidade mais elevada (kg/m3 > 500). Em Portugal, o carvalho que tem elevada densidade é uma excelente espécie para queima. O eucalipto, muito abundante como sabemos, também deverá ser utilizado, aliás como o sobreiro sem casca ou o azinho. Há que considerar a higrometria da lenha. A humidade reduz drasticamente o poder calorífico de qualquer madeira. Pode afirmar-se que uma madeira com 50% de humidade reduz em 2 vezes o seu poder calorífico. As madeiras não devem ter uma humidade superior a 18%.As espécies resinosas (pinho) devem ser excluídas, devendo sempre optar-se por espécies folhosas. | | | | | | |
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Actualizado em ( 11-Abr-2010 )
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Informações sobre o combustível (madeira) |
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20-Jan-2007 |
| | Antes de quaisquer comentários sobre o tipo de madeira a utilizar, há que tecer breves considerações acerca da sua utilização como combustível e seu enquadramento nas condições ambientais. Assim: A madeira é energia solar armazenada. Luz solar, água e dióxido de carbono são os seus componentes. A madeira só liberta a mesma quantidade de dióxido de carbono que extraiu do ar e recupera-o quimicamente enquanto árvore. Quer isto dizer, que é indiferente se a madeira é queimada ou se apodrece na floresta. A libertação do dióxido de carbono é sempre a mesma. As restantes árvores absorvem o dióxido de carbono que a madeira liberta durante a combustão, criando um ciclo natural de absorção do dióxido de carbono. Na generalidade dos países europeus, o aumento de material lenhoso próprio da produção florestal é em média superior a 40% ao consumo de lenha e madeira de construção. Assim, é ecologicamente razoável queimar madeira desta maneira. | |
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Actualizado em ( 21-Fev-2009 )
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